Curso Preparatório de Biologia (miores de 23 anos)
Objetivos Gerais
Objetivos Específicos
Conteúdo Programático
Metodologia
Avaliação
Certificação
Sessões e Ações de Formação
Objetivos
O objetivo principal deste curso consiste em expandir e nivelar conhecimentos e competências relativas à área científica da Biologia/Ciências da Vida.
Espera-se que os alunos se apropriem dos conceitos fundamentais inerentes aos sistemas vivos que constituem, afinal, o objeto de estudo da Biologia. Adicionalmente, deseja-se que os alunos reforcem algumas capacidades e competências próprias das ciências, em particular da Biologia, e construam também um sistema de valores que lhes permita selecionar e assumir, conscientemente, as atitudes que considerem mais relevantes para a sua própria vivência ao longo quer da sua formação académica, quer da sua futura atividade profissional.
Objetivos Específicos
Em articulação com estas finalidades/objetivos gerais, pretende-se que sejam atingidos os objetivos específicos a seguir descriminados.
1. A construção de um sólido conjunto de conhecimentos quer os explícitos nas unidades didáticas, quer os implícitos e decorrentes da implementação do programa definido, que coincidem com os seguintes conceitos-chave dos sistemas vivos:
a) os sistemas vivos encontram-se organizados em níveis estruturais de complexidade crescente e de cada nível emergem propriedades próprias, impossíveis de prever pela análise dos níveis precedentes;
b) a estrutura e a função estão correlacionadas em todos os níveis de organização biológica;
c) os sistemas vivos são sistemas abertos que interagem continuamente com o ambiente, trocando matéria e energia;
d) os sistemas vivos garantem a manutenção das suas características através de um equilíbrio dinâmico, assegurado por mecanismos de controlo e autorregulação;
e) a Vida apresenta uma dualidade característica: diversidade versus unidade;
f) a continuidade da Vida baseia-se em informação hereditária contida principalmente no programa genético;
g) a evolução, característica de todos os sistemas vivos, é responsável pela ligação histórica entre todos eles, assim como pela unidade e diversidade da Vida.
2. O reforço das capacidades de abstração, experimentação, trabalho em equipa, ponderação e sentido de responsabilidade permitirá o desenvolvimento de competências que caracterizam a Biologia como Ciência, podendo também ser considerados alicerces relevantes na Educação para a Cidadania. Neste contexto, destacam-se os seguintes aspetos:
a) promover um esforço acrescido de abstração e de raciocínio lógico e crítico que alicerce o desenvolvimento das competências que permitem simplificar, ordenar, interpretar e estruturar as informações emergentes da elevada complexidade dos sistemas biológicos;
b) estabelecer relações causa-efeito, compreender articulações estrutura-função e explorar diferentes interpretações em sistemas complexos são competências que mobilizam a confrontação entre o previsto e o observado, a criatividade e o desenvolvimento de atitudes de curiosidade, humildade, ceticismo e análise crítica;
c) refletir sobre a adequação das diversas soluções biológicas para as mesmas funções e avaliar a adaptação de técnicas para o estudo de sistemas complexos são competências potenciadas pelo trabalho em equipa; este apela à constante renegociação de estratégias e procura de consensos, com o consequente reforço da expressão verbal, da fundamentação, da compreensão, da cooperação e da solidariedade;
d) interpretar, criticar, julgar, decidir e intervir responsavelmente na realidade envolvente são competências que exigem ponderação e sentido de responsabilidade.
3. A interiorização de um sistema de valores e a assunção de atitudes que valorizem os princípios de reciprocidade e responsabilidade do ser humano perante todos os seres vivos, em oposição a princípios de objetividade e instrumentalização característicos de um relacionamento antropocêntrico. Neste sentido consideram-se cruciais os três seguintes princípios éticos:
– valorização da diversidade biológica, nas suas dimensões multissistémica, estrutural e funcional;
– valorização da interdependência Homem – Ambiente;
– valorização da evolução biológica enquanto processo que assegura a biodiversidade.
Conteúdo Programático
UNIDADE 1 – DIVERSIDADE E UNIDADE NA BIOSFERA (2 aulas)
– Identificar seres vivos a partir de dados obtidos com a ajuda de instrumentos de laboratório e/ou pesquisa bibliográfica.
– Compreender a existência de diferentes modos de interação entre os seres vivos de um ecossistema.
– Prever a evolução de um determinado ecossistema se sujeito a alterações.
– Observar células ao microscópio ótico composto (MOC).
– Interpretar imagens e esquemas de células ao MOC.
– UNIDADE 2 – OBTENÇÃO DE MATÉRIA (2 aulas)
– Recolher, organizar e interpretar dados de natureza diversa (laboratoriais, bibliográficos, internet…) sobre estratégias de obtenção de matéria por diferentes seres heterotróficos.
– Interpretar procedimentos experimentais simples.
– Interpretar processos de transporte ao nível da membrana, de modo a compreender a sua importância para a manutenção da integridade celular.
– Organizar e interpretar dados sobre estratégias de obtenção de matéria.
– Interpretar dados experimentais de modo a compreender que os seres autotróficos sintetizam matéria orgânica na presença de luz.
– UNIDADE 3 – DISTRIBUIÇÃO DA MATÉRIA (2 aulas)
– Comparar a localização relativa dos tecidos de transporte nos diversos órgãos vegetais.
– Interpretar dados experimentais de modo a compreender as estratégias de transporte que a planta utiliza na distribuição de matéria a todas as suas células.
– Recolher, organizar e interpretar dados de natureza diversa (laboratoriais, bibliográficos, internet…) sobre estratégias de transporte nos animais.
– UNIDADE 4 – TRANSFORMAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE ENERGIA PELOS SERES VIVOS (3 aulas)
– Conceber, realizar e interpretar procedimentos experimentais simples.
– Organizar e interpretar dados de natureza diversa (laboratoriais, bibliográficos, internet…) sobre processos de transformação de energia a partir da matéria orgânica disponível.
– Comparar o rendimento energético da fermentação e da respiração aeróbia.
– Discutir a capacidade de alguns seres utilizarem diferentes vias metabólicas em função das condições do meio.
– Interpretar dados experimentais de modo a compreender os processos de abertura e fecho dos estomas.
– Comparar a complexidade das estruturas respiratórias de diferentes animais.
– Relacionar as estruturas respiratórias dos animais com a sua complexidade e adaptação ao meio.
– UNIDADE 5 – REGULAÇÃO NOS SERES VIVOS (3 aulas)
– Recolher, organizar e/ou interpretar dados de natureza diversa (laboratoriais, bibliográficos, internet, media…) sobre termorregulação e osmorregulação.
– Compreender circuitos de retroalimentação (regulação térmica no homem).
– Distinguir organismos osmorreguladores de osmoconformantes.
– Explicar o mecanismo de regulação hormonal da hormona antidiurética (ADH).
– Distinguir regulação por impulsos electroquímicos de regulação química.
– Recolher, organizar e interpretar dados de natureza diversa (laboratoriais, bibliográficos, internet…) sobre hormonas vegetais.
– UNIDADE 6 – CRESCIMENTO E RENOVAÇÃO CELULAR (3 aulas)
– Discutir a necessidade de constante renovação de alguns dos constituintes celulares (ex. proteínas).
– Explicar como a expressão da informação contida no DNA se relaciona com o processo de síntese de proteínas.
– Analisar e interpretar dados de natureza diversa (em tabelas, esquemas,…) relativos aos mecanismos de replicação, transcrição e tradução.
– Interpretar procedimentos laboratoriais e experimentais relacionados com estudos de síntese proteica e ciclo celular.
– Formular e avaliar hipóteses relacionadas com a influência de fatores ambientais sobre o ciclo celular.
– Interpretar procedimentos laboratoriais simples, de cultura biológica e técnicas microscópicas, conducentes ao estudo da mitose.
– Interpretar, esquematizar e/ou descrever imagens de mitose em células animais e vegetais, identificando acontecimentos celulares e reconstituindo a sua sequencialidade.
– Avaliar o papel da mitose nos processos de crescimento, reparação e renovação de tecidos e órgãos em seres pluricelulares.
– Explicar que o crescimento de seres multicelulares implica processos de diferenciação celular.
– Discutir a possibilidade dos processos de diferenciação celular poderem ser afetados por agentes ambientais (ex. raios x; drogas; infeções virais; …).
– UNIDADE 7 – REPRODUÇÃO (3 aulas)
– Recolher, interpretar e organizar dados de natureza diversa, relativamente a processos de reprodução as- sexuada em diferentes tipos de organismos.
– Relacionar a mitose com os processos de reprodução assexuada.
– Avaliar implicações da reprodução assexuada ao nível da variabilidade e sobre- vivência de populações.
– Prever em que tecidos de um ser vivo se poderão observar imagens de meiose.
– Interpretar, esquematizar e legendar imagens relativas aos principais acontecimentos da meiose.
– Discutir de que modo meiose e fecundação contribuem para a variabilidade dos seres vivos.
– Recolher e organizar dados de natureza diversa, relativamente às estratégias de reprodução utilizadas por seres hermafroditas.
– Aplicar conceitos básicos para interpretar diferentes tipos de ciclos de vida.
– Localizar e identificar os processos de reprodução presentes num ciclo de vida, prevendo a existência ou não de alternância de fases nucleares.
– UNIDADE 8 – EVOLUÇÃO BIOLÓGICA (2 aulas)
– Comparar e avaliar os modelos explicativos do aparecimento dos organismos unicelulares eucariontes.
– Discutir a origem da multicelularidade tendo em conta a progressiva especialização morfofisiológica dos seres coloniais.
– Relacionar a pluricelularidade com a diferenciação celular.
– Recolher, organizar e interpretar dados de natureza diversa relativos ao evolucionismo e aos argumentos que o sustentam, em oposição ao fixismo.
– Analisar, interpretar e discutir casos/situações que envolvam mecanismos de seleção natural e artificial.
– Relacionar a capacidade adaptativa de uma população com a sua variabilidade.
– UNIDADE 9 – SISTEMÁTICA DOS SERES VIVOS (2 aulas)
– Integrar e contrastar perspetivas e argumentos associados aos diferentes sistemas de classificação que foram sendo elaborados.
– Distinguir sistemas de classificação práticos/ racionais, artificiais/ naturais e filogenéticos.
– Utilizar chaves dicotómicas simples e regras básicas de nomenclatura.
– Comparar a classificação de Whittaker com outras antecedentes atendendo ao número de Reinos e aos critérios utilizados.
– Discutir razões de consensualidade desta classificação face a outras propostas apresentadas posteriormente.
Metodologia
Formato Presencial
Certificação
Certificado de avaliação
