Atualização em Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos
Enquadramento
Objetivos Gerais
Objetivos Específicos
Conteúdo Programático
Metodologia
Avaliação
Certificação
Recursos e Materiais
Documentação Necessária
Sessões e Ações de Formação
Enquadramento
O Despacho n.º 8/G/2017 define que a habilitação como aplicador de produtos fitofarmacêuticos pressupõe a frequência, com aproveitamento, de curso superior ou de nível técnico-profissional na área agrícola ou afins, que demonstre aquisição de competências nas temáticas constantes da ação de formação em Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos (APF) ou a obtenção de um certificado de formação em ação de formação APF ou de atualização dessa formação (AAPF) ou, ainda, a posse de certificado comprovativo de habilitação obtido em prova de conhecimentos. Esta habilitação é reconhecida com a emissão, pelas Direções Regionais de Agricultura e Pescas de um Cartão de identificação personalizado, vulgo cartão de aplicador.
O Despacho nº 666/2015, de 22 de janeiro, cria os cursos de formação profissional na área da distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos; alterado e republicado pelo Despacho n.º 12025/2025, de 13 de outubro.
O artigo 2.º do Despacho nº 666/2015, de 16 de Janeiro, Decreto-Lei n.º 254/2015, de 30 de Dezembro e Despacho Conjunto n.º1/2016 de 4 de janeiro definem o conteúdo programático das ações a ministrar na área da redução do risco e dos impactos ambientais na aplicação de produtos fitofarmacêuticos, segundo a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril, que regula as atividades de distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos para uso profissional e de adjuvantes de produtos fitofarmacêuticos e define os procedimentos de monitorização à
utilização dos produtos fitofarmacêuticos, transpondo a Diretiva n.º 2009/128/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de outubro, que estabelece um quadro de ação a nível comunitário para uma utilização sustentável dos pesticidas, e revogando a Lei n.º 10/93, de 6 de abril, e o Decreto -Lei n.º 173/2005, de 21 de outubro.
Objetivos
Atualizar os participantes para a manipulação e aplicação segura de produtos fitofarmacêuticos, minimizando os riscos para o aplicador, o ambiente, espécies e organismos não visados e o consumidor, de acordo com o novo quadro regulamentar e a inovação técnica ocorrida.
Objetivos Específicos
Identificar as componentes do rótulo de uma embalagem de produto fitofarmacêutico;
Identificar os diversos meios de proteção das plantas;
Enumerar os procedimentos para armazenar e transportar em segurança pequenas quantidades de produtos fitofarmacêuticos;
Escolher o material de aplicação adequado;
Calibrar, regular e operar corretamente o material de aplicação;
Calcular as doses, concentrações e volumes de cada aplicação;
Usar o equipamento de proteção individual adequado;
Indicar como aplicar o produto fitofarmacêutico de forma segura para o aplicador, outros indivíduos, outros organismos não visados (animais domésticos, auxiliares e culturas adjacentes) e ambiente.
Enunciar os procedimentos a tomar perante a simulação de um acidente de
trabalho.
Conteúdo Programático
Introdução
Apresentação do grupo, expetativas dos formandos e análise do programa.
I. Sistemas regulamentares
1.1 Autorização de produtos fitofarmacêuticos: Principais figuras e procedimentos legais relevantes para utilizadores profissionais
1.2 Classificação, embalagem e rotulagem de produtos fitofarmacêuticos (Reg.1272/2008)
1.3 Venda, aquisição e uso responsável de produtos fitofarmacêuticos
II. Proteção Integrada
2.1 Legislação específica e registos (princípios gerais da PI)
2.2 A prática da PI e tomada de decisão
2.3 O aconselhamento agrícola
2.4 Avaliação comparativa de produtos fitofarmacêuticos e segurança
III. Produção Integrada
3.1 Princípios da PRODI
3.2 Regulamentação e registos
3.3 O caderno de campo
IV. Modo de Produção Biológico
4.1 Princípios gerais
4.2 Regulamento comunitário relativo ao Modo de Produção Biológico
4.3 A utilização de produtos fitofarmacêuticos em Modo de Produção Biológico
V. Segurança na utilização de produtos fitofarmacêuticos
5.1 Aspetos toxicológicos inerentes à manipulação e aplicação dos produtos fitofarmacêuticos
5.2 Noção de dose, concentração e volume de calda
5.3 Informação e leitura do rótulo
5.4 Produtos ilegais – sua identificação
5.5 Equipamentos de proteção individual (EPI)
5.6 Escolha do EPI e as diferentes características do produto fitofarmacêutico
VI. Redução do risco na aplicação dos produtos fitofarmacêuticos
6.1 A inspeção periódica de equipamentos
6.2 Caraterísticas do equipamento de aplicação
6.3 Critérios para a escolha do equipamento de aplicação
6.4 Técnicas de aplicação, calibração, regulação do equipamento de aplicação e inspeção
6.5 Arrastamento da calda e dispositivos anti deriva
VII. Redução do risco para o ambiente, espécies e organismos não visados
7.1 Impacte no ambiente do uso de produtos fitofarmacêuticos
7.2 Risco para as espécies não visadas e medidas de mitigação do risco
7.3 Segurança na manipulação e preparação de caldas e limpeza de equipamentos de aplicação
7.4 Gestão de resíduos de embalagens e resíduos de excedentes de PF (produtos obsoletos)
VIII. Segurança alimentar
8.1 Limite Máximo de Resíduos
8.2 Intervalo de segurança
8.3 Exposição do consumidor e cumprimento das indicações do rótulo
IX. Armazenamento e transporte de pequenas quantidades de Produtos fitofarmacêuticos
9.1 Condições e caraterísticas dos locais de armazenamento de produtos fitofarmacêuticos
9.2 Perigos e segurança durante o armazenamento. Sinalização
9.3 Perigos e segurança no transporte de pequenas quantidades de produtos fitofarmacêuticos
X. Acidentes com produtos fitofarmacêuticos
10.1 Prevenção de acidentes
10.2 Acidentes de trabalho
10.3 Sintomas de intoxicação e medidas de primeiros socorros
Avaliação
Avaliação final de conhecimentos
Avaliação de reação
Encerramento
Metodologia
Ativa, centrada no participante, utilizando diversas técnicas de ensino como, exposição dialogada, demonstração, simulação, estudo de caso e trabalhos de grupo.
Certificação
A frequência com aproveitamento confere ao formando o direito a receber um Certificado de Formação Profissional com uma nota final igual à classificação obtida na avaliação final da aprendizagem.
O Certificado será imitido de acordo com a Portaria nº 474/2010 de 8 de julho, a qual estabelece o modelo de certificado de formação profissional que, no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações, aprovado pelo Decreto-Lei nº 396/2007, de 31 de dezembro, se destina a certificar a conclusão com aproveitamento de uma ação de formação certificada não inserida no Catálogo Nacional de Qualificações.
