Pós-graduação em Estudos Avançados em Conservação do Património Construído
Objetivos Gerais
Objetivos Específicos
Conteúdo Programático
Metodologia
Avaliação
Certificação
Sessões e Ações de Formação
Objetivos
A criação do Curso de Pós-Graduação em Estudos Avançados de Conservação do Património Construído é justificada, a nível do sector nacional da construção civil e obras públicas, pela urgência de trabalhos de conservação e reabilitação das construções existentes. Fazendo uma apreciação do tema, visto pelas empresas, as intervenções de conservação e reabilitação de construções existentes envolvem uma elevada especificidade e complexidade, superior à da construção corrente.
A estratégia de conservação e reabilitação do património arquitetónico apresenta, em nosso entender, seis componentes: a política; a ambiental; a socioeconómica; a financeira; a cultural; e a arquitetónica. Em relação à componente socioeconómica, salientamos que, tem papel decisivo a reabilitação dos edifícios antigos e a revitalização dos pequenos núcleos de povoamento tradicionais, em zonas do País de acentuado decréscimo populacional, onde se verifica o despovoamento de cidades, vilas e aldeias. A conservação e a reabilitação do património arquitetónico tradicional impõem-se segundo duas vertentes: a sustentabilidade; e a salvaguarda da memória coletiva e da identidade cultural das comunidades. A sustentabilidade da conservação e da reabilitação traduz-se no menor consumo de materiais e energia, por excluir, em grande parte, a demolição e o transporte de materiais. A conservação e a reabilitação do património arquitetónico tradicional não podem alhear-se de duas poderosas realidades em confronto: as preexistentes, como a forma de vida tradicional e as raízes históricas, que transparecem nas formas de organização dos espaços, na adaptação ao clima, na integração no meio geográfico, no recurso a materiais e técnicas de construção locais e ao engenho dos artesãos; e as necessidades de vida que a evolução das sociedades impõe. A conservação e reabilitação dos edifícios antigos envolvem ações de diferente amplitude, desde a simples manutenção até às intervenções mais profundas, funcionais e estruturais ou não estruturais. As estratégias de reabilitação sustentável têm, como objetivo, melhorar o comportamento estrutural e energético dos edifícios em serviço, e a reorganização das disposições funcionais e espaciais dos edifícios, adaptada às exigências atuais de habitabilidade.
Objetivos Específicos
Ao Arquiteto e ao Engenheiro Civil, vocacionados para a área da Conservação e Reabilitação do Edificado, são exigidas as seguintes competências específicas: Comportamento e patologia estrutural; Gestão e garantia de qualidade; Conhecimentos de métodos de inspeção, levantamento, observação, caracterização, diagnóstico, e controlo de qualidade, quer “in situ”, quer em laboratório; Métodos expeditos de verificação estrutural; Ferramentas versáteis de modelação e análise estrutural; construção sustentável. O Arquiteto e o Engenheiro Civil que intervêm no Património Arquitetónico Histórico, deverão, concretamente: ser versáteis na utilização de materiais estruturais diferentes do betão e do aço; conhecer os antigos materiais de construção (pedra, terra, madeira) e ser capazes de projetar com esses materiais; ser capazes de interpretar os objetivos do arquiteto-autor e contribuir para que, do ponto de vista estrutural, a intervenção tenha o menor impacto possível sobre a autenticidade das construções com valor estético ou histórico; conhecer bem os antigos materiais e processos de construção; conhecer bem os materiais e processos de construção atuais, e a sua compatibilidade com os antigos. A melhoria da qualidade de vida das populações impõe, forçosamente, o desenvolvimento de infraestruturas básicas e a implementação de equipamento social.
Conteúdo Programático
Consultar na página web de suportea à Pós-graduação
Metodologia
As Aulas da pós-graduação Estudos Avançados em Conservação do Património Construído, a funcionar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, decorrerão em regime misto. O 1º Semestre e o 2º Semestre do Curso serão realizados de Segunda a Sexta-feira, das 18h às 20h. Os Workshops do 1º e 2º Semestres, as aulas podem ser marcadas às Sextas-feiras das 8h às 18h e ao Sábado das 8h às 13h, quando forem dadas por Docentes da Universidade do Minho, e de outras Universidades.
A componente curricular do Curso tem uma duração de um ano letivo (2 semestres) e um prazo máximo para a sua conclusão de quatro semestres lectivos após a admissão. Organiza-se em 5 Unidades Curriculares (UCs) e 2 Seminários-Workshops no 1º Semestre e 3 Unidades Curriculares e 4 Seminários-Workshops no 2º Semestre, com um tempo letivo total (Horas de contacto) de 316 horas por Semestre. Tem: no 1º Semestre, 5 UCs de 33 horas e 2 Seminários-Workshops de 18 horas no total (organizados em módulos de 9 horas); e no 2º Semestre tem 3 UCs de 33 horas e 4 Seminários-Workshops de 86 horas no total (1 de 14horas, 2 de 18horas, e 1 de 36 horas, organizados em módulos de cerca de 5 a 9 horas).
Na UTAD, o Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista disponibiliza aos seus alunos um conjunto amplo de espaços de suporte à vida académica nas suas diversas etapas e que incluem: a biblioteca, a Reprografia, o Centro de Cartografia, o Laboratório da Engenharia Florestal e da Paisagem e o Laboratório de Fotogrametria. Na UMinho, os investigadores do Centro de Território, Ambiente e Construção disponibilizam formação sobre edifícios resilientes às alterações climáticas. O Laboratório de Ensaios, Desgaste e Materiais do IPN, organizará uma ação de formação com as técnicas analíticas aplicadas aos materiais empregues nos edifícios antigos.
Certificação
Certificado da Pós-graduação
